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Portugal: Operador turístico pede conectividade entre as ilhas e diversificação do turismo em Cabo Verde

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O operador turístico português Nuno Mateus considerou hoje que Cabo Verde deve diversificar a oferta turística e melhorar a conectividade entre as ilhas para aproveitar a visibilidade do Mundial2026 e atrair novos mercados como Brasil e Estados Unidos.

Em entrevista à Inforpress e RTC, o presidente executivo (CEO) da Solférias, Operadores Turísticos, S.A., Nuno Mateus, que trabalha com o destino Cabo Verde há 36 anos, considerou que o arquipélago é “um destino maduro no mercado europeu” e “um dos mais procurados” pelos turistas portugueses.

“Cabo Verde já é há muitos anos um dos destinos principais de lazer em Portugal. Portanto, Cabo Verde ganhou o seu espaço há muito anos. Por isso, que de um país que tinha cerca de 200 mil turistas, no ano passado teve cerca de 1,2 milhões de turistas”, afirmou

Nuno Mateus reconheceu, contudo, que apesar de a par de Portugal e Espanha, Cabo Verde ser um “bom destino”, a participação dos Tubarões Azuis no Mundial da FIFA 2026 deu uma visibilidade diferente ao país.

“Cabo Verde está no top dois dos destinos mais procurados por turistas portugueses”, afirmou, defendendo que o país deve aproveitar esta projecção para promover, além de Sal e Boa Vista, as restantes ilhas.

Segundo aquele responsável, existem actualmente mais de 30 voos semanais entre Portugal e Cabo Verde, através da TAP, TACV, EasyJet e voos charter da Solférias, divididos entre Sal, São Vicente, Boa Vista e Praia.

Nuno Mateus defendeu, por isso, a diversificação da oferta turística, de forma a permitir que todas as ilhas ganhem com a projecção alcançada com a participação de Cabo Verde no Mundial2026 e que o país consiga atrair novos mercados como o Brasil e Estados Unidos da América (EUA).

“Acho que os crescimentos de Cabo Verde vão ser muito maiores fora da Europa do que na Europa, porque na Europa já tinha. Para que haja um grande crescimento, principalmente no mercado americano e brasileiro, é preciso aumentar essas frequências de voos por semana, porque, sem isso, não há crescimento”, sustentou.

A Solférias, explicou, é um produto turístico, que vende programa completo que incluem avião, hotel, ‘transfer’ e seguro, recorrendo a voos charter/fretamentos de aviões para levar turistas para Cabo Verde.

No ano passado, a empresa transportou cerca de 40 mil passageiros para o arquipélago, segundo o responsável, que destacou a elevada taxa de turistas repetentes que escolhem Cabo Verde.

“Portanto, as pessoas vão e voltam. Quando se vai uma vez ao Sal, depois quer se fazer mais alguma coisa e estar sempre a descobrir, e realmente as ilhas cabo-verdianas são todas diferentes. É difícil a gente não se apaixonar pela música e pela gastronomia cabo-verdiana que é extraordinária”, afirmou.

Quanto às ilhas mais procuradas pelos turistas portugueses, assegurou que Sal mantém a liderança, seguida da Boa Vista, enquanto Santiago e São Vicente apresentam igualmente potencial de crescimento, sobretudo pela combinação de turismo e negócio.

Nuno Mateus sugeriu ainda uma maior promoção de Cabo Verde em Portugal e uma estratégia de comunicação que tire partido da projecção alcançada com a participação dos Tubarões Azuis no Mundial2026.

“O Estado tem a obrigação de nos dar ferramentas para trabalhar”, afirmou, com políticas que mantenham o destino competitivo face a outros mercados turísticos, como as Canárias, onde “não há taxas hoteleiras nem taxas de segurança”.

Para o operador turístico português, Cabo Verde tem condições para continuar a crescer, desde que consiga combinar promoção internacional, competitividade, maior concetividade aérea e diversificação da oferta turística.

A Solférias, líder em Portugal na comercialização do destino Cabo Verde, trabalha há mais de 36 anos com o arquipélago, onde mantém representação e uma agência de viagens.

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