“O ano de 2024 foi extraordinário, com uma taxa de disponibilização de navios na ordem dos 98%”, já 2025 registou “uma conjuntura muito adversa às operações”, diz Fernando Braz de Oliveira.
O resultado operacional de 2025 da CV Interilhas, concessionária do transporte marítimo de Cabo Verde, ficou “muito aquém de 2024”, disse esta segunda-feira em entrevista à Lusa o administrador Fernando Braz de Oliveira.
“O ano de 2024 foi extraordinário, com uma taxa de disponibilização de navios na ordem dos 98%”, enquanto 2025 registou “uma conjuntura muito adversa às operações”, referiu.
As dificuldades foram causadas “pelas condições meteorológicas” e por “dois problemas muito graves, no Kriola e no Liberdadi”, os dois catamarãs da frota de quatro navios, um dos quais bateu num cais, enquanto o outro encalhou, ficando vários meses fora de serviço.
“Mesmo assim, conseguimos cumprir [as obrigações de serviço público] e apresentar resultados que estão dentro dos parâmetros de cumprimento do contrato”, assinalou, apontando para 3.200 viagens em todo o arquipélago, ao longo do ano.
A CV Interilhas ficou “aquém dos 500.000 passageiros que, normalmente, é a ambição” para os resultados anuais, quedando-se pelos 435.000.
Fernando Braz de Oliveira sintetiza o ano como “muito difícil, com muitas adversidades técnicas e meteorológicas”, naquilo que classificou como “tempestade perfeita” que prejudicou toda a navegação no arquipélago — apontando como exemplo o afundamento do cargueiro privado Nho Padre Benjamin e outros acidentes.
Confrontado com diversas críticas que apontam para uma frota inadequada, o administrador da CV Interilhas responde que “a frota é aquela que está contratualizada”.
“Temos relatórios e uma relação diária com o concedente [Estado] para que ele possa acompanhar o desenrolar das operações”, sendo “extremamente criterioso, como tem de ser”, descreveu, puxando pelas certificações de que todos os navios dispõem.












































