Embaixadora da União Europeia destaca reforço da parceria com Cabo Verde e investimentos estratégicos

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A embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde enalteceu o reforço da parceria com Cabo Verde, com investimentos em áreas como energias renováveis, digitalização, portos e apoio à sociedade civil “como pilares de cooperação sólida”.

Em entrevista à Inforpress, Carla Grijó fez um balanço positivo do seu mandato de quatro anos no país e sublinhou os progressos alcançados no reforço da parceria especial entre a União Europeia (UE) e Cabo Verde.

Segundo a diplomata, esta relação, consolidada desde a independência e formalizada em 2007, conheceu “avanços significativos” em domínios estratégicos como energias renováveis, infraestruturas portuárias, transição digital e proteção social, sendo alicerçada em valores comuns e objetivos partilhados.

Avançou que a iniciativa Global Gateway da União Europeia, com um envelope financeiro superior a 300 milhões de euros, tem sido determinante para investimentos em infraestruturas estratégicas como os portos, a transição energética e o digital.

No sector energético, a diplomata referiu que a meta de Cabo Verde é atingir cerca de 50% de energias renováveis e a neutralidade carbónica até 2050.

Nesse sentido, a UE tem apoiado, em equipa com países como o Luxemburgo, projectos de infraestrutura energética cuja implementação já está em fase avançada de concurso internacional.

“Em relação aos portos, para além da União Europeia, do Banco Europeu de Investimento, teremos também a participação da Agência France Development que com este investimento vai regressar a Cabo Verde ao fim de 15 anos (….) fruto deste trabalho em equipa Europa”, precisou Carla Grijó.

Na área digital, a União Europeia tem colaborado com o Governo na substituição e integração de cabos submarinos em redes globais, com vista à melhoria da conectividade e ao fortalecimento de um sector que se pretende promissor para o emprego qualificado.

“Estamos a desenvolver um modelo de transição digital que assenta no ser humano”, disse a embaixadora, que realçou ainda o empenho em apoiar pequenas e médias empresas digitais, como forma de fixar talentos nacionais, atrair internacionais e fomentar o empreendedorismo local.

No domínio da protecção social, destacou também o apoio orçamental da UE como incentivo à consolidação de sistemas que assegurem uma transição justa para a população, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e ambiental.

“O que nós procurámos através desse apoio orçamental é incentivar o Governo a consolidar esses sistemas de protecção social, (…) vai permitir que o país dar saltos em termos de desenvolvimento na área da transição energética, mas é muito importante que essa transição seja acompanhada também por medidas destinadas às pessoas”, apontou.