Cabo Verde: Companhia Aérea Estatal Lança Concurso Internacional Para Plano Estratégico 2026-31

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A companhia estatal Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) anunciou nesta quarta-feira (16) o lançamento de um concurso internacional para contratar consultores que vão elaborar o plano estratégico da empresa para o período de 2026-31, noticiou a Lusa.

“O objectivo é ajudar a administração a redefinir a posição da companhia no mercado, analisando rotas, oportunidades e acções estratégicas essenciais que garantam a viabilidade e sustentabilidade da empresa”, afirmou a instituição em comunicado, numa altura em que várias companhias aéreas europeias estão a abrir novas rotas para as ilhas cabo-verdianas.

A TACV explicou que, após os impactos da pandemia de covid-19, o sector dos transportes em Cabo Verde “tem enfrentado grandes desafios, com mudanças no mercado e o surgimento de novos concorrentes” e, para dar resposta a este novo contexto, decidiu lançar este concurso.

A estratégia a definir terá em conta o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS), que inclui como um dos objectivos a implementação de um centro de ligações aéreas na ilha do Sal e deverá também demonstrar de que forma a TACV contribui para o desenvolvimento do país.

“A companhia de bandeira nacional pretende atrair consultores com experiência comprovada em projectos semelhantes, que tragam uma visão inovadora e uma abordagem abrangente”, refere o documento, acrescentando: “Acreditamos que um plano estratégico e de negócios sólido é fundamental para reforçar a nossa posição no sector da aviação em Cabo Verde e na região, pelo que a TACV reafirma o seu compromisso em promover o desenvolvimento sustentável e em fortalecer a sua posição no mercado, sempre com o objectivo de oferecer um serviço de excelência aos seus passageiros.”

As informações sobre o concurso estão disponíveis no site oficial da companhia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu no último relatório sobre o país, no início do ano, que “a entrada de uma companhia aérea internacional de baixo custo no mercado poderá significar um factor de concorrência nos voos internacionais” e, por sua vez, “uma oportunidade para o Estado reconsiderar a utilização das finanças públicas”.

Entretanto, a recomendação está alinhada com uma preocupação para reduzir os riscos do sector empresarial do Estado e acompanha a opinião de outros parceiros e empresários que têm defendido uma reorientação de recursos para melhorar os voos domésticos.

O Governo tem respondido que tem “receio” de se tornar excessivamente dependente de operadores de baixo custo para ligações ao exterior e à diáspora, como se lê numa resposta anexada ao mesmo relatório, que também promete uma aposta nas ligações internas, com melhorias em curso desde 2024.