Identificados sete casos de hantavírus no navio Hondius. Como evoluíram?

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A OMS detalhou a progressão dos casos de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro Hondius, desde o primeiro doente identificado no início de abril até aos sete casos atuais, incluindo três mortes e um passageiro em estado crítico.

Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, na segunda-feira, que foram identificados sete casos de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro Hondius e fez uma descrição de como a doença se desenvolveu entre os passageiros. O surto, sublinhe-se, já provocou três vítimas mortais.

Segundo a OMS, citada pelo jornal britânico The Independent, “até 4 de maio de 2026, foram identificados sete casos (dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco suspeitos), incluindo três mortes, um doente em estado crítico e três indivíduos com sintomas ligeiros”.

A evolução do surto começou com o “Caso 1”, um homem adulto que apresentou “febre, dor de cabeça e diarreia ligeira, no dia 6 de abril, enquanto estava a bordo”. O estado de saúde do homem agravou-se rapidamente e cinco dias depois, a 11 de abril, “desenvolveu insuficiência respiratória e morreu no mesmo dia”.

O corpo do indivíduo foi posteriormente retirado do navio e transportado para a ilha de Santa Helena, um território britânico no sul do Oceano Atlântico, a 24 de abril. Nesta altura não foi realizado qualquer teste microbiológico.

O “Caso 2” trata-se de uma mulher adulta, que tinha contacto próximo com o “Caso 1”. De acordo com a OMS, a mulher chegou a Santa Helena no dia 24 de abril já com “sintomas gastrointestinais” e o seu estado de saúde “deteriorou-se durante um voo para Joanesburgo, a 25 de abril”, tendo morrido no dia seguinte, 26 de abril.

Na segunda-feira, 4 de maio, um teste PCR confirmou a infeção por hantavírus e as autoridades estão agora a contactar todos os passageiros do voo que a mulher apanhou até Joanesburgo.

“Tanto o ‘Caso 1′ como o ‘Caso 2’ viajaram pela América do Sul, incluindo a Argentina, antes de embarcarem no navio a 1 de abril”, indicou a OMS.

Sabe-se também que o “Caso 1” e o “Caso 2” trata-se de um casal dos Países Baixos: o homem com 70 anos e a mulher com 69.

Sobre o “Caso 3”, sabe-se que se trata de um homem britânico, de 69 anos, que procurou assistência médica no navio a 24 de abril. Apresentava sintomas de “febre, falta de ar e sinais de pneumonia” e, devido ao agravamento do seu estado de saúde, foi retirado a 27 de abril por via aérea da ilha de Ascensão, também um território britânico no sul do Oceano Atlântico, para a África do Sul, onde permanece internado numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

“Os testes iniciais para agentes patogénicos respiratórios foram negativos, mas o teste PCR confirmou a infeção por hantavírus a 2 de maio. Análises adicionais, incluindo a sequenciação, estão em curso”, indicou a OMS.

 

A terceira vítima mortal, descrita como o “Caso 4”, é uma mulher adulta que “desenvolveu sintomas no dia 28 de abril, incluindo febre e mal-estar geral, compatíveis com pneumonia”, e morreu no sábado passado, 2 de maio.

De acordo com a empresa proprietária do navio, a Oceanwide Expeditions, a vítima é de nacionalidade alemã.

Há ainda três casos suspeitos, que relataram ter “febre alta e/ou sintomas gastrointestinais” e continuam a bordo do navio de cruzeiro Hondius, que permanece parado à entrada do porto de Praia, em Cabo Verde.